Dicas sobre a ingestão de proteínas

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A proteína é o principal componente orgânico dos nossos músculos, o que nos leva a inevitável conclusão que estimular a síntese protéica significa estimular o processo de construção muscular. Uma das principais preocupações para que isto ocorra é através da ingestão adequada de proteínas e aminoácidos.

Quantidade

De acordo com diversas pesquisas, um dos principais fatores de regulação da síntese protéica e a presença de aminoácidos na circulação sangüínea. Porém a dinâmica metabólica não segue linearmente até o infinito, de acordo com estudo de WOLFE (2002) a síntese protéica é estimulada em uma relação dose-dependente até que concentração plasmática de aminoácidos dobre, a partir daí qualquer aumento na concentração de aminoácidos será inútil. Então qual seria a quantidade ideal? De acordo com um estudo de TRIPTON et al (1999) a quantidade da maioria dos aminoácidos praticamente dobra com a suplementação de um composto contento 40 g de proteínas.

Poderíamos então concluir que a dose ideal de proteínas seria 40 gramas, porém um dos maiores aumentos na síntese protéica obtidos na história foi descrito em um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade do Texas que usaram apenas 6 gramas de proteína (RASMUSSEM et al, 1999).

O papel dos outros nutrientes

Os resultados de diversas pesquisas mostram que na busca pelo anabolismo, não devemos nos preocupar somente com a proteína, uma vez que a ingestão concomitante de carboidratos aumenta o potencial anabólico da refeição, de modo que a resposta à ingestão combinada de glicose e aminoácidos é superior à soma de cada uma destas respostas, como no caso do estudo de RASMUSSEM et al (1999) onde a combinação de 35g de carboidratos a apenas 6g de proteína foi extremamente eficaz (na verdade até a data de conclusão da pesquisa este havia sido o melhor protocolo já utilizado). O efeito sinergístico da mistura carboidrato + proteínas é devido provavelmente a maior resposta insulínica, fato corroborado pelo trabalho de pesquisadores holandeses onde verificou-se que a ingestão de uma mistura de aminoácidos e glicose causa uma liberação de insulina até 100% maior que ingerir somente glicose (VAN LOON et al, 2000).

Além disso, devemos lembrar que carboidratos e gorduras têm efeito poupador de proteína, ou seja, uma ingestão equilibrada de nutrientes prevenirá que seus tecidos sejam degradados para obter energia, ou mesmo que a proteína suplementada seja convertida em radicais carbônicos, dado que num primeiro momento de baixa ingestão calórica você utilizará os aminoácidos e proteínas livres como energia e posteriormente terá que catabolizar seus tecidos para obter energia.

Composição

Outro fato bem estudo é que para que a síntese protéica seja estimulada é necessária a presença de aminoácidos essenciais (WOLFE, 2002; RASMUSSEM et al, 1999; TRIPTON et al, 1999).

Tempo

Pesquisadores dinamarqueses conduziram um estudo de 12 semanas para verificar a influencia do tempo de ingestão dos AA no anabolismo. A amostra foi divida em dois grupos: um ingeria o suplemento 5 minutos após o treino e o outro esperava 2 horas para faze-lo (ESMARCK et al, 2001). De acordo com os resultados, a ingestão imediata do suplemento seria mais recomendada para a hipertrofia, porém alguns pontos devem ser observados: 1) a hipertrofia obtida com a suplementação imediata não foi superior a obtida em outros estudos onde a amostra se alimentava livremente e; 2) o outro grupo passou 2 horas em jejum após o término da atividade. Fica a pergunta: e se um grupo ingerisse o suplemento de proteína e o outro ingerisse somente carboidrato?

Em um estudo de RASMUSSEN et al (1999) foram comparadas a ingestão de placebo ou um suplemento contendo carboidrato (35g) e proteína (6g) 1 ou 3 horas após o término do treino de força, os resultados mostraram vantagem do suplemento em relação ao placebo, porém não houve diferença entre a ingestão 1 ou 3 horas após o treino.

Uma equipe liderada por Kevin TRIPTON conduziu uma pesquisa para responder uma pergunta que poucas vezes foi feita: e se ingerimos a proteína antes do treino? A resposta foi inesperada: de acordo com os resultados, ingerir o suplemento imediatamente antes do treino de musculação promoveu melhor balanço protéico do que ingeri-lo imediatamente após (TIPTON et al, 2001). A explicação dos autores tem fundamento, a ingestão anterior do suplemento geraria picos plasmáticos de aminoácidos concomitantes com os momentos de maior fluxo sangüíneo, teoria que faz sentido se analisarmos o estudo de RASMUSSEN et al (1999), onde o pico de concentração plasmática de aminoácidos ocorreu por volta de 40 minutos após a ingestão do suplemento.

Considerações finais

Na maioria dos estudos a amostra era submetida a um jejum de mais de 10 horas e depois eram comparadas a ingestão de proteínas com a ingestão de um placebo praticamente isento de calorias, desta forma a constatação que podemos ter é que o suplemento é melhor do que nada. Seria interessante que fosse comparada a ingestão de proteínas a ingestão de carboidratos, por exemplo.

Apesar dos diversos questionamentos, podemos tirar três conclusões essenciais que podem ser úteis para quem deseja suplementar proteínas:

1. A mistura de carboidratos às proteínas aumenta o efeito anabólico.

2. Não é interessante esperar muito tempo após o término da atividade para se alimentar.

3. Existem diversas possibilidades de se suplementar proteínas, portanto seria interessante variar os métodos para assegurar uma adaptação constante, evitando os platôs e a monotonia.

Whey protein
Por Paulo Gentil
metamorfosemuscular.blogspot.pt

Os 5 Maiores Erros de Quem Faz Musculação

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Geralmente, iniciantes na musculação cometem alguns erros básicos que são corrigidos ao longo do tempo. Porém, não é difícil encontrar pessoas que treinam há mais tempo e cometem erros fatais para o progresso na musculação. Veja abaixo quais são os 5 principais erros cometidos na academia e faça o possível para não cometê-los.

NÃO TER UM OBJETIVO
Como em qualquer outra área da vida, se você quer ter sucesso precisa ter uma ideia clara de onde quer chegar. Você quer aumentar o peitoral? Ter mais força? Ganhar massa? Definir o abdômen? Ter um objetivo é muito importante, e treinar sem definir o seu é o mesmo que entrar em uma corrida sem saber onde é o ponto de chegada.
A partir do ponto que você define aonde quer chegar, terá apenas que descobrir o que fazer e trabalhar consistentemente.
“Ah, então para definir o abdômen eu preciso fazer esse tipo de dieta, não posso comer os alimentos x, y e z, devo fazer x minutos por dia de aeróbico e x treinos semanais de musculação”. Agora todo trabalho consistem em cumprir os passos necessários para alcançar seu objetivo, tornando tudo muito mais fácil.

PASSAR HORAS NA ACADEMIA
Esse é um erro cometido geralmente por iniciantes. Ao contrário de outras áreas da nossa visa, na musculação quanto mais não é o melhor. Tudo que você deve fazer no treino é dar o estímulo necessário para que os músculos se desenvolvam, e isso leva de 35 a 50 minutos se o treino for bem feito.
Porém, alguns iniciantes acreditam que quanto mais tempo passarem na academia, maiores e mais fortes vão ficar. Dessa forma eles entram em overtraining, param de ter resultados e muitos acabam desistindo da musculação.
Procure focar na qualidade do seu treino, e não fique mais de 1 hora na academia. Você não precisa de mais do que isso para alcançar seu objetivo.

USAR PESOS MAIS PESADOS DO QUE SE PODE LEVANTAR
É verdade que é preciso treinar pesado para ter bons resultados na musculação, porém treinar pesado não é o mesmo que fazer exercícios com uma carga maior do que podemos levantar.
Você já deve ter se deparado com alguém na sua academia tentando fazer supino com um peso muito pesado para ele, de forma que o parceiro que o esteja ajudando tenha que fazer muito esforço para que a barra não caia no peito dele.
Treinando dessa forma duas coisas podem acontecer: lesões e falta de progresso.
Procure executar os exercícios corretamente com uma carga pesada, mas que você consiga levantar.

NÃO SE ALIMENTAR BEM
Treinar musculação sem se alimentar bem é o mesmo que sair de carro para viajar sem abastecer. O carro não vai andar!
Nosso corpo vai precisar de muito combustível para suportar uma rotina de treinos, e não importa qual seja o seu objetivo, você precisa se alimentar bem!
Não pense que você precisa parar de comer para perder peso, pois isso está longe de ser verdade. Você precisa apenas comer os alimentos certos! Procure se alimentar de 3 em 3 horas e descubra quais alimentos vão ajudá-lo a alcançar seus objetivos.

NÃO AQUECER CORRETAMENTE
O aquecimento é fundamental para um treino de musculação produtivo, mas muitos ainda não perceberam isso.
Além de ajudar a evitar lesões, um bom aquecimento permite que você levante mais peso nos exercícios, facilitando sua evolução.
Procure aquecer de acordo com o treino que fizer no dia. Se você vai treinar peito, precisa fazer um aquecimento diferente de quando for treinar pernas.

Esses são os 5 maiores erros da musculação no nosso ponto de vista. Claro que existem muitos outros erros comuns na academia, mas evitando os que vimos acima você já terá meio caminho andado para alcançar o corpo que deseja.
Agora mãos a obra e bons treinos!

Fonte: definicaototal.com.br

Como perder barriga?

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Essa pergunta é uma das mais frequentes de quem pratica atividade física. É muito importante que você entenda que não existe um determinado exercício que vai acabar com a gordura localizada na sua região abdominal. Um dos maiores enganos das pessoas quanto a perda de gordura é acreditar que determinado aparelho ou exercício abdominal vai resolver a questão. Outro grande engano é acreditar que se você fizer centenas de abdominais diariamente você vai “queimar” toda a gordura da barriga… e quanto mais você fizer abdominais, mais você ficará com a “barriga esbelta e definida”. Grande erro! Infelizmente as coisas não funcionam assim. É tentador acreditar nestas propagandas de aparelhos abdominais que prometem fazer perder 10cm de cintura e 10kg de gordura em 10 dias. Mas a realidade é outra. Muitas pessoas já compraram aparelhos abdominais pensando que perderiam peso e não obtiveram nenhum resultado. Não é que aparelhos abdominais não sejam bons. Eles tem o seu papel em um programa de perda de peso, mas não são milagrosos. Então, o que fazer para queimar esta gordura da barriga? Como conseguir uma cintura fina e definida?

A única maneira de perder essa gordura localizada é abaixar o seu percentual de gordura como um todo.
Cultivar melhores hábitos alimentares que reduzem a quantidade de gordura e calorias ingeridas e praticar exercícios irão fazer seu corpo começar a queimar a gordura localizada.
Para conseguir o seu objetivo é importante que você siga os seguintes passos:

  • Conscientize-se que exercícios específicos direcionados para trabalhar os músculos abdominais, sózinhos, não vão queimar gordura.
  • Faça um exercício aeróbico 3 a 4 vezes por semana. Com isso o seu metabolismo ficará mais acelerado e você queimará mais calorias.
  • Faça um exercício de resistência muscular umas duas vezes por semana. Desta forma você aumentará sua massa muscular e seu organismo passará a queimar mais calorias mesmo quando estiver descansando, assistindo televisão ou no trabalho.
  • Coma mais vezes por dia e diminua a quantidade de alimentos de cada refeição. Ao invés de só comer no café da manhã e jantar, inclua mais umas 3 refeições no dia. Isso evitará que o seu metabolismo fique lento e que seu organismo use massa muscular como fonte de energia. Além disso, evite comer alimentos com alta concentração de gordura.
  • Faça exercicios abdominais 2 vezes por semana. Eles não queimam a gordura mas tonificam os músculos que estão embaixo da gordura. Isto irá melhorar a aparência da sua cintura. Principalmente se você não tem o hábito de fazer abdominais, você possivelmente afinará um pouco sua barriga. Faça entre 2 a 5 séries em que cada série tenha 20 repetições.

Se você sentir dificuldade em fazer 20, comece com menos repetições e vá adicionando a medida que ganhar condicionamento.
Você também pode fazer mais que 20 se aguentar, mas lembre-se que abdominais bem feitos irão fazer você sentir os músculos trabalharem sem a necessidade de fazer 50 ou mais repetições por série.
Faça movimentos lentos e não tire a base da coluna do chão. Aparelhos abdominais podem te ajudar a fazer o movimento corretamente.

Seguindo estes passos você conseguirá eliminar de vez essa gordurinha indesejável da barriga.

Fonte: musculacaototal.com.br

Abdômen: repetições lentas vs. rápidas

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Há decadas os fisiculturistas usam repetições lentas para aumentar o tempo sob tensão e garantir que o músculo está fazendo todo o trabalho sozinho, sem chances de roubar o movimento através de impulsos com o corpo, contudo cientistas sugerem que repetições feitas de maneira mais rápida podem ter um impacto ainda mais positivo em certos músculos, principalmente no abdômen.

Evidência
Pesquisadores da Universidade de Miguel Hernandez(Elche, Espanha) testaram a atividade muscular do abdômen, oblíquos internos e externos, e dos músculos inferiores das costas(eretores da espinha) ao realizar o abdominal usando diferentes velocidades – 4 segundos, 2 segundos, 1,5 segundos, 1 segundos e o mais rápido possível(menos de 1 segundo por repetição).

  • Enquanto a velocidade na repetição aumentava, a atividade muscular de todos os músculos envolvidos aumentaram, especialmente nos oblíquos externos.
  • Em velocidades baixas e controladas, os oblíquos externos mal foram envolvidos, mas a sua atividade muscular aumentou mais de 6 vezes.
  • Os resultados da pesquisa sugerem que fazer abdominais o mais rápido possível permite recrutar mais fibras musculares, especialmente as do oblíquo externo, o que transforma o abdominal, não só em um ótimo exercício para o abdômen, mas para os oblíquos também.

Conclusão
De tempos em tempos, aumente a velocidade das repetições no abdominal. Faça a primeira série com 10 a 15 repetições em velocidade alta. Conforme os músculos do abdômen forem sofrendo fadiga da série, foque-se em terminar a série usando repetições lentas e controladas, para aumentar o tempo sob tensão.

Texto por: Jim Stoppani, PhD, do site http:///www.flexonline.com
Traduzido e adaptado por Hipertrofia.org

5 Estratégias Mentais para Potencializar o Treinamento

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1. TRABALHAR A ATITUDE: Todos os dias o atleta deverá trabalhar no desenvolvimento de um atitude poderosa face ao treino duro e exigente que na grande maioria das vezes lhe causa dor e fadiga extrema. O objectivo aqui é não se focar no lado “negativo” do treino, mas sim focar-se sempre na recompensa que irá obter de todo o trabalho duro que realiza. Deverá focar-te nas emoções e sensações que irá ter quando alcançar o resultado desejado, e que o treino árduo é sem dúvida o caminho para o sucesso. Assim estará a construir uma atitude confiante – “isto é fantástico, farei tudo o que tiver ao meu alcance e enfrentarei os desafios e a dureza do treino com coragem e alegria”. Este tipo de atitude irá “condicionar” e “programar” a mente e o corpo de forma implacável face às adversidades e dificuldades até que consiga atingir os resultados pretendidos. Com esta atitude consegue construir um bloqueio às auto-sabotagens e de uma vez por todas não inventar desculpas sem sentido. O atleta deverá focar-se a 100% na recompensa do seu treino, e não nos aspectos negativos.

2. TRABALHAR A TENACIDADE MENTAL: Por exemplo, se o corpo de um nadador consegue nadar uma determinada distância com facilidade mas a sua mente não, então estará com um grave problema para resolver – e isto é muito usual nos atletas. Terá então de desenvolver a sua resistência mental para que não se esteja a deitar a baixo constantemente, como de uma luta se trata-se entre o corpo e a mente sempre que o treino é exigente.

O atleta deverá relembra-se a si mesmo, usando as afirmações – “ eu consigo nadar com facilidade” ou “ mesmo em esforço eu consigo nadar até completar a série”. Deverá construir uma mentalidade de combate à adversidade, para isso sempre que o treino esteja “difícil” deve usar a visualização e ver-se a fazer aquilo que pretende executar, permitindo automaticamente focar-se no que é importante e não na dor. Ao desenvolver a sua resistência mental, aumenta largamente a capacidade de dar indicações a si próprio nos momentos difíceis, focando-se com discernimento naquilo que é importante para a obtenção de um bom resultado.

3. EXTRAIR OS ASPECTOS POSITIVOS: Uma das técnicas vulgarmente utilizadas por muitos atletas bem sucedidos é a revisão mental dos aspectos positivos no treino. Muitos utilizam a parte do treino dedicada à descontracção, outros fazem-no no caminho para casa. O que eu acho mais viável é o atleta fazer este exercício de forma sistematizada, e uma das formas eficazes de o realizar, é procurar um local calmo onde se possa sentar ou deitar de forma confortável, de preferência colocando-se num estado de relaxamento induzido e depois fazer o exercício mental. Isto faz com que o atleta crie um hábito de concentra-se nos aspectos positivos do seu treino e daquilo em que ele é eficaz.

Este exercício mental permite criar aquilo que em psicologia chamamos de “pistas” pequenas associações que se fazem, que permitem ligar os circuitos motores e neuronais da boa execução. As “pistas” (uma palavra, um gesto, uma imagem, uma sensação, ou outra coisa qualquer que o atleta escolha) são um estímulo muito poderoso que o atleta gravou na sua memória e que lhe associou um conjunto de movimentos, estratégias e emoções que o colocam no seu melhor estado para a realização das acções desportivas. Os bons hábitos diários criam vias poderosa que aumentam a auto-eficácia do atleta e consequentemente o seu sucesso. Por este motivo o atleta deve propor-se a este exercício mental de extrair os aspectos positivos do seu treino, e associar-lhe uma pista poderosa para poder voltar a utilizar numa próxima sessão de treino e/ou em competição, aumentando-lhe a percepção de auto-eficácia e a confiança e consequentemente a performance.

4. DIMINUIR OS EFEITOS DA DOR: Uma das maiores habilidades que a mente possui a favor do atleta é a sua capacidade de diminuir a dor. Todos nós possuímos no nosso corpo analgésicos naturais, como aqueles que estão disponíveis nas farmácias. É bastante comum ler nos jornais que, algumas pessoas que perderam membros num acidente grave, relatam não terem tido dores no momento do acidente, porque o sistema poderoso da mente, e o sistema imunitário, imediatamente libertam morfina e outros analgésicos para a área afectada, inibindo todas as sensações de dor da vítima.

Esta incrível capacidade da mente e do corpo pode ser facilmente utilizada por atletas, principalmente os que praticam desportos de resistência, eu tenho usado várias técnicas que têm tido um sucesso notável. Um dos aspectos mais fascinantes que eu descobri sobre os atletas é que a grande maioria já tem a sua mente preparada para sentir a dor! Por exemplo, praticamente todos os atletas têm a noção dos seus limites e das suas capacidades, isto é realmente bom, pois permiti-lhes continuarem a esforçar-se para tentar ultrapassa esses mesmos limites. No entanto, esta percepção de limites torna-se por si incapacitante em algumas situações, dado que o atleta já conhece a sua zona de sofrimento, ou seja, já sabe em que momento da sua prestação irá começar a instalar-se o desconforto e a dor. E isto é efectivamente incapacitante, pois mesmo que o atleta fosse capaz de continuar sem sensações desagradáveis, vai colocar-se num estado de incapacidade por indução, por auto-sugestão da dor, é como se a dor fosse virtual.

Perante isto o que poderá então o atleta fazer?: Eu tenho sido capaz de ajudar alguns atletas (especialmente nadadores) a conseguir treinar e competir, não sem a total inibição da dor, mas a reduzi-la de forma substancial ou a conseguir aguentar a dor sem sacrifício da performance. Isto é possível de diferentes formas, mas uma das que aplico é através da introdução de uma sugestão de auto-hipnose para que a sua mente atrase o aparecimento da dor 20 metros mais adiante que anteriormente. Vai-se assim condicionando o atleta a ir atrasando o aparecimento da dor através de um conjunto de estratégias de auto-sugestão de distracção e de dissociação da dor. Este método, tal como o treino físico necessitam de prática, e vai-se melhorando pouco a pouco até ao ponto de a dor não ser mais impeditiva de o atleta realizar performances para a qual o seu corpo é capaz.

5. EVITAR O EXCESSO DE INFORMAÇÃO: Os atletas possuem a habilidade de selectivamente focarem-se naquilo que pretendem. Esta característica mental torna-se preponderante na realização do seu desporto, exercício ou disciplina técnica, mas apenas se conseguirem dirigir a atenção para as “pistas” ou “atalhos” que promovem a boa performance. Igualmente significativo é perceber o que é que não é relevante para a execução de uma boa performance, e assim conhecer o que é motivo de distracção e sabotagem de uma boa execução. Alguns dos atletas com que trabalhei na melhoria da sua preparação mental, apresentavam excesso de processamento de informação, sobrecarregando as suas mentes com estímulos com os quais não conseguiam lidar em tempo útil. A Informação em excesso, ou informação não significativa é envida em forma de sinal ou estímulo para o corpo, podendo gerar alguma confusão. Este processo pode promover um estado de indecisão, levando a que o corpo não execute os movimentos ou resultados desejados.

Assim que consiga perceber ou identificar as pistas ou atalhos de performance e consiga de forma clara reconhecer as distracções e pistas ou informação não relevante, coloca-se numa melhor posição para conseguir atingir um estado de total imersão no seu desempenho. Atingir este estado, leva o atleta a conseguir colocar-se na sua Zona de Óptimo Funcionamento ou atingir a sua Zona de Foco. Pistas sem importância ou distracções como por exemplo, poder estar a pensar num passe falhado, ou numa técnica falhada, assim como o que a equipa ou o treinador poderão dizer, afasta o atleta daquilo que é importante focar-se para obter um bom rendimento.

Aprender novas habilidades e desenvolver novas capacidades leva tempo. Não importa se você está a aprender habilidades físicas ou mentais, a repetição e aplicação são necessárias nas práticas diárias do treino. Por tudo o que aqui referi, acredito ser importante o desenvolvimento da tenacidade mental através do refinamento da capacidade de foco naquilo que o atleta reconhece como sendo as suas pistas para a boa performance. Os atletas que conseguem perceber e desenvolver esta capacidade ganham uma vantagem competitiva

Soluções naturais contra excessos

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Estratégias para contrariar a azia, a indigestão e as náuseas sem recorrer a fármacos

Fins de semana, noites entre amigos ou almoços em família são os contextos preferidos para exagerarmos à mesa. A gula dá depois lugar ao enfartamento e a dores de estômago. Geralmente, a solução passa, entre outras, pela ingestão de antiácidos cujo uso, refere o Infarmed, «deve restringir-se ao controlo sintomático (da dor), recomendando-se a sua prescrição uma a três horas após as refeições e ao deitar, ou em função das manifestações sintomáticas».

Embora os antiácidos sejam uma solução, podem ocorrer, como no caso de qualquer outro fármaco, reações adversas. «Pode verificar-se ricochete da acidez. Os sais de magnésio podem provocar diarreia, os de alumínio obstipação, o carbonato de cálcio uma ou outra», descreve o mesmo organismo. Aqui ficam outras soluções:

Náuseas

Geralmente, as náuseas e os vómitos são acompanhados de sialorreia (aumento da secreção de saliva). «Através de vários estudos realizados ao longo deste século, verificou-se que o gengibre é um antiemético eficaz, ou seja, é útil em casos de enjoo. Tome 1 a 2 g por dia (sob a forma de cápsulas). Pode optar também por beber uma chávena de chá de gengibre por dia, várias vezes ao dia», aconselha Pedro Lôbo do Vale, médico de Clínica Geral.

Azia

Também conhecida como refluxo gastroesofágico ou pirose, a azia ocorre quando parte dos sucos gástricos que contêm ácido clorídrico retrocedem em direção ao esófago. O estômago é composto por uma camada protetora, pelo que não é danificado pelo ácido, mas o mesmo não acontece com o esófago, o que provoca uma sensação de ardor. Normalmente, ocorre quando o estômago trabalha em excesso, após refeições abundantes.

Beba uma chávena de infusão de flores de camomila (frescas ou secas) a meio da manhã e outra a meio da tarde, durante várias semanas. Alivia a acidez gástrica. O alcaçuz também resolve este problema digestivo. Pode ingeri-lo dissolvido em água ou numa infusão com camomila, colocando em cada chávena de água 10 g de raiz de alcaçuz. Também pode encontrá-lo sob a forma de cápsulas.

Indigestão

Os problemas digestivos (ardor, sensação de peso, prisão de ventre e/ou gases) podem ser muito incómodos.

Quando tiver um ou mais destes problemas, pode ser sinal de má digestão.

Essa situação desconfortável pode dever-se à passagem demasiado lenta dos alimentos que ingerimos ou a uma hipersensibilidade do estômago.

Se o que precisa é de aumentar a produção de sucos gástricos porque tem o estômago pesado ou está com prisão de ventre, convém-lhe ingerir dente de leão e flores e frutos de laranja amarga, tudo em decocção (ferver durante alguns minutos, e não fazer apenas a infusão em água quente).

Se tem dores de estômago agudas ou cólicas que não a deixam mexer-se, um calmante muito eficaz consiste em beber uma infusão de camomila e hortelã. Depois, descanse em posição de decúbito supino (deitada de barriga para cima, com os joelhos ligeiramente fletidos). Pode preparar um bom regulador estomacal, totalmente natural, cozendo alguns pés de salsa durante cinco minutos (não deve beber antes de deixar repousar durante 15 minutos).

Texto: Madalena Alçada Baptista com Pedro Lôbo do Vale (médico de clínica geral)

Alimentos que diminuem a celulite

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Veja uma lista deles que ajudam a eliminar de vez os furinhos indesejados
Por Bianca Iaconelli

A maioria das mulheres, maioria meeeesmo, tem celulite. Há quem gaste rios de dinheiro com massagens e tratamentos estéticos para evitá-las, passam horas nas clínicas de estética levando choquinhos ou aquecendo a região. Mas a solução pode ser bem mais simples e barata do que você imagina.

Segundo o professor assistente da clínica dermatológica da Universidade da Califórnia, Glynis Ablon, “a combinação de exercícios físicos, cremes para redução de celulite e uma alimentação adequeada são o segredo para inibir a produção das células de gordura que se acumulam no tecido conjuntivo. Ele é o responsável pela formação da estrutura dos órgãos, o formato deles”. Ou seja, se ele não tiver uma composição saudável, o órgão da pele não terá uma superfície bem formada, com os temidos furinhos.

Para começar a prevenir o drama das celulites o quanto antes, pense melhor no que você come. Aqui vai uma lista de alimentos que reduzem o processo de inflamação do organismo, e por isso evitam o processo de formaçnao da celulite:

  • grãos como feijão, lentilha e soja
  • temperos como canela, açafrão, loura, pimenta, óregano e salsa
  • vegetais como brócolis, couve-flor, repolho, rabanete e rúcula
  • salmão
  • linhaça
  • castanha
  • amêndoas
  • azeitona
  • gergelim
  • abacate
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Perder peso em pouco tempo é uma meta muito importante sobretudo para profissionais que trabalham com o seu corpo e às vezes muito difícil de atingir. Por isso Hydroxycut Shape é a solução profissional para perder peso com ingredientes finque clinicamente declarados em estudos de 8 semanas e de 12 obtendo as melhores garantias.Utilizado junto a um estilo de vida são e ativo que inclua um programa de nutrição e de exercícios adequado será a ferramenta mais útil e poderosa com a que atingir todas as suas metas.

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Alimentos que Emagrecem

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O emagrecimento deve sempre ser feito de forma natural e saudável. O importante é fazer refeições saudáveis, saborosas e que permitam perder peso e atingir as medidas desejadas. Esta conquista é possível graças à alimentação funcional, que faz com que alguns alimentos ajam no organismo como verdadeiros remédios. Conheça alguns alimentos que ajudam acelerar o metabolismo e emagrecer.

Chá verde

O chá verde é um ótimo produto para quem deseja perder peso. Reduz a absorção de açúcar no sangue, acelera o trânsito intestinal e aumenta o metabolismo, ajudando a queimar gorduras.

Linhaça

A linhaça é excelente para quem quer emagrecer. Rica em fibras, proteínas e gorduras boas ajuda acelerar o metabolismo e absorver as gorduras do organismo. Esse alimento funcional auxilia na perda de peso, melhora a digestão, ajuda no bom funcionamento do intestino e não deixa o organismo reter líquidos. A linhaça deve ser consumida moída.

Abacaxi

O abacaxi é um fruto ótimo para a dieta, pois é pouco calórico e possui bastante água em sua composição — o que o torna diurético. Ajuda a controlar o apetite, fazendo com que saciados com apenas uma rodela. É também um excelente hidratante corporal. Além disso, possui muitas fibras solúveis, que são grandes aliadas no processo digestivo.

Banana

A banana é rica em triptofano, um aminoácido importante que ajuda a combater a ansiedade e a compulsão por comidas que estragam qualquer dieta, como doces e massas. Além disso, a fruta tem vitamina B6 que ajuda na absorção de gordura ingerida na refeição. Por fim, a banana tem fibras solúveis, que controlam o apetite por algumas horas.

Arroz Integral

Nessa versão, a película que reveste o grão é mantida e, com ela, são preservadas fibras, vitaminas e os minerais desperdiçados quando o arroz é polido. As fibras melhoram a qualidade da digestão.

Feijão

O feijão é uma leguminosa rica em fibras, minerais e proteínas, e totalmente livre de gorduras saturadas. Além de poder comer à vontade (pois não tem colesterol), ele ajuda a saciar a fome, evitando que se coma outros alimentos.

Tomate

O tomate é um alimento indispensável na dieta de quem quer perder peso e se manter saudável. O alimento mais consumido na Europa Mediterrâneo, local onde a população é famosa pela sua juventude e vida longa. O tomate previne vários tipos de câncer, até mesmo o de próstata.

Aveia

A aveia é rica em fibras e pode ser consumida em flocos, batida ou moída. Ela ajuda na formação do bolo fecal, auxiliando a digestão. Graças à sua riqueza em ácidos, fibra e lecitina, a aveia ajuda a reduzir os níveis de LDL no sangue.

Pepino

Rico em muitas vitaminas ele é um alimento rico em água, ou seja, um excelente diurético. Ajuda a eliminar as toxinas do organismo e é antiinflamatório.

Melancia

A melancia é também uma fruta essencial na dieta de quem quer perder peso. A grande quantidade de água desse alimento ajuda a baixar os níveis de açúcar no sangue e reduz a quantidade de insulina. Quando a insulina cai, o corpo passa a queimar seus estoques de gordura. E ele começa a fazer isso justamente com os estoques da barriga.

O ideal é que esses alimentos sejam consumidos em conjunto. Não adianta usar um ou outro e apenas de vez em quando. Inclua aos poucos cada um deles na sua alimentação diária, e é claro, não esqueça dos exercícios físicos.

5 Razões Para Usar os Vegetais No Auxilio a Hipertrofia

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Aqui vai uma dica bem simples sobre vegetais: se você realmente almeja mudar o corpo de maneira expressiva e o mais rápido possível, é melhor ir considerando a idéia de comer vegetais diariamente. Veja o porquê.

Razão 1: Fibras
Vegetais são ricos em fibras, um dos nutrientes mais negligenciados por quem treina. A fibra é um carboidrato que não pode ser digerido e que não possui calorias, contudo ela pode diminuir a velocidade de digestão. Isto possui dois benefícios. Primeiro, os carboidratos serão digeridos de maneira mais lenta, mantendo os níveis de açucar controlados, mantendo os níveis de energia mais altos e ainda evitando aquela apatia após refeições grandes. Segundo, a fibra ajuda na absorção de aminoácidos, mantendo as paredes do intestino limpas, tornando-as mais eficiêntes.

Razão 2: Vitaminas e Minerais
Qualquer pessoa que treine pesado precisa ingerir uma quantidade ideal de vitaminas e minerais. Infelizmente, muitas pessoas pensam que um simples multivitamínico será suficiente. Com certeza o suplemento vitamínico irá ajudar, mas não vai cobrir a sua necessidade de nutrientes vindos de alimentos normais. Eventualmente você vai precisar dos vegetais, eles contém substâncias que ajudam na digestão de vitaminas encontradas neles mesmos. Estas substâncias também aumentam a digestão de vitaminas encontradas na carne, nos grãos e até mesmo nas vitaminas encontradas nos suplementos. A nutrição para ganhar massa muscular não se baseia apenas na quantia de macronutrientes, coisas pequenas como a ingestão de vegetais também tem um papel importante no resultado final do objetivo desejado.

Razão 3: Benefícios desconhecidos
Uma coisa que sabemos com certeza sobre os vegetais, é que não sabemos tudo sobre eles ainda. Em uma pesquisa, cientistas descobriram que os vegetais possuem licopeno, fitoquímicos, antioxidantes, carotenóides e enxofre, que são compostos que contribuem em inúmeras funções metabólicas incluindo ajudar o nosso sistema imunológico. A recuperação muscular depende diretamente de quão forte é o sistema imunológico. Quando a imunidade está fraca, além de falharmos em nos recuperar adequadamente, a hipertrofia também será prejudicada(independente do consumo de calorias e proteína).

Usar os vegetais com frequência pode ser benéfico devido aos benefícios conhecidos, como também para os benefícios que ainda não foram descobertos.

Razão 4: Definição muscular
Os desafios para quem está em cutting incluem, evitar recaídas, reduzir a ingestão de calorias e ao mesmo tempo consumir a quantidade necessária de alimentos para manter o corpo funcionando. O consumo de vegetais pode ser a chave para todos estes desafios. Durante o cutting você pode aumentar(ainda mais) o consumo de vegetais. Quando cortamos calorias, podemos acidentalmente negligenciar o consumo de certos minerais e vitaminas que podem gerar um impacto negativo no físico, mas comer vegetais além de garantir a ingestão adequada destes nutrientes, pode ajudá-lo a ficar firme na dieta durante todo o cutting.

Razão 5: Ligação direta com a hipertrofia
Certos vegetais como o brócolis, couve flor e repolho, possuem certas propriedades anti-estrogênicas devido aos fitoquímicos encontrados neles. Estas propriedades são benéficas especialmente para quem treina, pois baixos níveis de estrógeno podem diminuir os níveis de gordura, a retenção de líquidos e ainda aumentar os níveis de testosterona.

Retirado do site http://www.flexonline.com
Traduzido e adaptado por Hipertrofia.org

Melhorar a postura. Mudar alguns hábitos diários

back-pain

Que solte o primeiro “ai” quem nunca sentiu uma dorzinha nas costas. Infelizmente, é provável que você já tenha reclamado do perrengue. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% das pessoas sentem dor na parte baixa da coluna, conhecida como lombalgia. Mais especificamente aqui no Brasil, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em convênio com o Ministério da Saúde. Entre as doenças crônicas mais informadas — identificadas por médico ou profissional de saúde — estavam hipertensão e, adivinhe só, doença de coluna ou costas! Mas não é porque o problema é tão comum que você vai dar de ombros, não é? (Aliás, tensionar essa parte do corpo só faz piorar as coisas…) Todos os especialistas consultados garantem: você pode fazer muito por sua coluna, a começar pela correção da sua postura.

Que dor é essa?

A dor nas costas pode ter várias origens, de má-formação congênita a problemas nos discos intervertebrais (origem da hérnia de disco, quando ele forma um abaulamento e comprime o nervo, causando dor), passando pelas doenças degenerativas da coluna, como a artrose, e por raros tumores ósseos. Além disso, a genética conta. “Hoje está cientificamente provado que fatores genéticos são determinantes nos problemas da coluna”, afirma o neurocirurgião João Luiz Pinheiro Franco, do Hospital Samaritano de São Paulo. “Assim, mulheres com histórico familiar de problemas de coluna têm mais chance de vir a reclamar.” Mas você já reparou que é muito mais comum senti-la quando faz atividades físicas de forma incorreta, carrega o bebê no colo por várias horas, anda de lá para cá com uma bolsa pesada a tiracolo ou passa o dia trabalhando em frente ao computador? É porque, especialmente na população jovem, na maioria das vezes, trata-se mesmo de dor muscular.

Cigarro faz mal

Apesar de normalmente ser associada à idade (e há justificativa para isso: alterações degenerativas e desgaste natural), a dor nas costas também pode pegar você de jeito. Infelizmente, o estilo de vida atual favorece o cenário. Quer um exemplo? Você ainda fuma? Uma revisão de estudos feita pelo Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional mostrou que fumar é um fator de risco para dores porque compromete a circulação e, consequentemente, a musculatura. Pior ainda quando o hábito está aliado à má postura, que faz você respirar de maneira superficial, sem jogar todo o ar para fora, enchendo demais o tórax e tensionando os músculos. Para completar: “Há dados mostrando que a nicotina enfraquece o osso e desidrata os discos intervertebrais”, afirma o ortopedista Eduardo Pereira, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Os quilos extras e o sedentarismo também afetam diretamente a coluna.

“Hoje em dia, em qualquer faixa etária, as pessoas têm barriga por causa do sobrepeso e da falta de atividade física, o que faz com que essa musculatura não sustente a coluna, exigindo que a musculatura de trás realize o papel das duas”, explica o ortopedista Ricado Cury, professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho. “Há ainda o fator emocional: por ansiedade e por preocupação, há uma contração da musculatura que gera dor.”

A culpa pode ser sua

Mas uma das causas mais importantes de dor nas costas de origem muscular é a má postura. “Se você observar num parque ou num shopping, vai ver que a grande maioria das pessoas comete erros básicos, como andar com a cabeça projetada para a frente e os ombros enrolados também para a frente. Passamos muito tempo sentados, dormimos na posição errada”, diz Pereira. Responda rápido: como é que você levanta da cama: dando impulso para a frente, “no susto”, ou com cautela, apoiando os braços no colchão e sem forçar a coluna? Se escolheu a primeira alternativa (e as chances de isso ter acontecido são grandes), você só comprova a tese dos médicos.

Solução em suas mãos

Pode até ser difícil, mas, acredite, há um lado bom nessa história toda. Quando se trata desse tipo de dor nas costas, você mesma pode resolver o problema, ajustando seus hábitos. Para começar, se não pratica nenhum tipo de atividade física, para o bem da sua coluna, não perca mais tempo e comece agora! O simples fato de ficarmos em pé, pela ação da gravidade, faz os músculos encurtarem. Dessa forma, você precisa usar mais força para executar qualquer movimento — e é essa força além do normal que sobrecarrega os pontos críticos como joelho ou coluna. “Mas, se você tem uma musculatura abdominal forte, ela funciona como uma espécie de airbag, que sustenta seu corpo”, explica Pereira. Então, fortalecer a região do core (conjunto dos músculos do abdômen e das costas que fornecem sustentação) é fundamental para evitar dores nas costas.

Mexa-se para sempre

O exercício xodó dos especialistas é o pilates, que trabalha a área como poucas atividades e desenvolve uma espécie de cinta que protege a coluna. Outra boa pedida é a ioga — segundo um estudo publicado na revista científica Spine, em 2009, ela pode ajudar a reduzir a lombalgia crônica e melhorar as atividades dessas pessoas. A musculação também ajuda, desde que executada de maneira correta. É claro que durante as crises você deve parar e fazer repouso por alguns dias. Mas nem pense em cortar os exercícios quando seu médico já disse que sua situação está sob controle. Um estudo realizado pela Universidade de Gotemburgo, na Suécia, e recém-saído do forno, mostra que pacientes com lombalgia aguda que se mantiveram ativos apesar da dor se saíram melhor do que os que ajustaram a atividade física à dor.

Fiscalize aprópria postura

Para finalizar, o recado mais importante dos especialistas para você é: fique de olho na postura o tempo todo! “Atitudes simples como a reeducação postural levam a resultados satisfatórios”, confirma o traumatologista Robert Meves, chefe do grupo de coluna da Santa Casa de São Paulo. E, quanto mais cedo isso começar, melhor. Na Bélgica, um programa de conscientização e correção de postura nas escolas acompanhou mais de 190 crianças, entre 9 e 11 anos, por dois anos. Ao final do período, elas sentavam com melhor postura durante as aulas e se queixavam menos de dor nas costas. Está esperando o que para corrigir essa postura? Coloque em prática dicas para posicionar a coluna da melhor maneira possível durante a realização de tarefas cotidianas e comece a mudar isso já!

Alerta geral!

Quando a dor nas costas é sinal de algo mais sério? “Fique atenta quando há sinais ou sintomas de pinçamento dos nervos, como formigamentos, fisgadas para os braços e pernas ou perda de força dos músculos, porque nesses casos existe a possibilidade de fraturas por osteoporose, hérnia de disco, tumores ou bicos de papagaio atingindo os nervos na coluna”, alerta o traumatologista Robert Meves. E, se você sente dor ao apalpar várias regiões do corpo, pode ser fibromialgia. “Desconforto noturno também deve ser avaliado porque, em geral, a dor do desgaste natural da coluna ou dos músculos é aliviada com repouso.” Cuidado extra se for acompanhada de febre. Jovens de até 20 anos com dor nas costas merecem atenção imediata porque ela pode ser sinal de um tumor ósseo. O mesmo vale para quem tem câncer, usa drogas, álcool ou esteroides.

Opções de tratamento

Quando a dor é muito intensa, você pode precisar de intervenções adicionais à mudança de hábitos. Mas muita calma nessa hora: “É fato que as opções não cirúrgicas resolvem quase todos os casos”, garante o traumatologista Robert Meves. “Lembre-se da incidência de 80% de dor nas costas. Vale observar que menos de 1% não responde às medidas de tratamento não cirurgicas.” Segundo o médico, têm eficácia comprovada a fisioterapia (postural, RPG, laser, eletroterapia e termoterapia), a hidroterapia e a acupuntura, cada qual indicada para um perfil de paciente. Um estudo do Group Health Research Institute, nos EUA, mostrou ainda que a terapia com massagem pode ajudar a aliviar a lombalgia crônica. Por período curto e com recomendação médica, é possível tomar anti-inflamatórios e analgésicos e usar a cinta lombar, um colete elástico que faz os músculos relaxarem (eles não podem ser utilizados por muito tempo porque os músculos entendem que não precisam trabalhar e atrofiam). Há ainda casos em que é necessário se internar para tomar medicação endovenosa (mais forte). Apenas quando nada disso funciona, uma cirurgia pode ser necessária.

  • Acerte a posição: As posturas corretas para ações do dia a dia
  • Amarrar o tênis: Sentada, traga a perna até você. O mesmo vale para vestir meias e calças.
  • Falar ao celular: Ao conversar, não apoie o aparelho sobre o pescoço para não forçar a musculatura. Se necessário, use fone com microfone.
  • Dormir: De lado, com um travesseiro entre as pernas, ou de barriga para cima, com um travesseiro posicionado abaixo do joelho.
  • Levantar peso: Ao se abaixar, flexione o joelho e o quadril sem dobrar a coluna e contraia os músculos abdominais.
  • Dirigir: Não coloque o banco muito distante ou próximo dos pedais para evitar braços esticados ou flexionados demais. O quadril deve estar a 90° e os joelhos levemente estendidos a 45°.
  • Lavar louça: Mantenha a coluna o mais ereta possível. Apoie um dos pés sobre um apoio pequeno e alterne os pés se a tarefa for prolongada
  • Digitar no celular: Ao digitar mensagens, mantenha o aparelho na linha dos olhos para não forçar a coluna e os ombros para frente.
  • Escovar os dentes: Observe sua atividade no espelho. Mantenha a postura ereta da coluna, sem se debruçar sobre a pia, o que flexiona o tronco. Ao colocar as mãos e a escova debaixo d’água, flexione o quadril.
  • Segurar o bebê no colo: Sente com a criança, evitando períodos de mais de 10 minutos em pé. Nesse caso, apoie um dos pés sobre um apoio pequeno e alterne-os. Contraia o abdômen e deixe a bacia levemente para a frente — se você a joga para trás, força a coluna.
  • Assistir a televisão no sofá: Evite se deitar, pois o sofá não tem adaptações ergonômicas para essa posição (o braço costuma ser alto para colocar a cabeça). Apoie a região lombar e observe que seu quadril e joelhos estão flexionados cerca de 90°. Não escorregue para baixo.
  • Levantar da cama: Evite rodar o tronco sobre a bacia. Vire de lado, apoie as mãos e os cotovelos no colchão e use os braços para erguer a coluna e impulsionar o corpo fora da cama.
  • Trabalhar no computador: Apoie a região lombar na cadeira e mantenha a cadeira a uma altura que permita a flexão de 90° do quadril e do joelho. Apoie os antebraços na cadeira ou na mesa para que eles não fiquem suspensos.

Fonte: evistawomenshealth.abril.com.br

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